sábado, 4 de junho de 2011

Graça e Verdade em Jesus


Vimos a Sua glória, glória do Unigênito e vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:14


Muita gente viveu na Terra, mas somente de Jesus é que se poderia dizer que era “cheio de graça e de verdade”. Quando Seus seguidores procuraram uma palavra para descrever Jesus, para explicar Seu amor e bondade, escolheram a palavra graça. Depois que eles a utilizaram, nunca mais ela continuou a mesma. Encheu-se de vida e significado.

Embora não encontremos nos Evangelhos Jesus usando a palavra graça, a graça transbordava em todas as palavras e ações dEle. Qualquer pessoa que tivesse se encontrado com Jesus poderia dizer: “Existe nEle um magnetismo encantador. Existe graça.”

As pessoas não acham difícil acreditar e ver Jesus como cheio de graça, mas se sentem incomodadas com esta dualidade em Jesus: havia nEle graça e também verdade.

Será que a verdade elimina a graça ou a graça elimina a verdade? O mundo aprecia, aceita a graça de Deus e para ela corre. Porém, recusa-se a aceitar a verdade e corre dela. Temos que oferecer as duas, porque “a verdade sem a graça, condena o pecador; e a graça sem a verdade, torna-se conivente com o pecado”.

Todos querem graça plena, completa, abundante, mas quando se chegam diante da verdade, ela tem de ser relativa. Quando erramos ou fazemos traquinagem, queremos ser julgados pela graça. O outro que seja julgado pela verdade!

Ao ensinar e curar, Jesus foi cheio de graça e verdade. Assim foi com o paralítico de Betesda: “Amigo, levante-se. Ande. Você recebeu graça, foi curado. Agora, cuide para não voltar a fazer o que fazia” (Jo 5:5-15). No episódio da mulher flagrada em adultério, os que a levaram até Jesus eram defensores da lei. Mas Jesus também era defensor da lei e disse: “Aquele que estiver sem pecado pode apedrejá-la!” (Jo 8:7). O único que podia fazê-lo era Ele mesmo. Nesse momento, no entanto, Ele concedeu graça – e também aplicou a verdade. Disse para a mulher: “Agora vá e abandone sua vida de pecado” (v. 11).

A Pedro, que estava profundamente triste pelo que havia feito, Jesus concedeu três chances. “Pedro, por que é que vai gastar o resto de sua vida pescando? Venha, mostre seu amor em um ministério bonito em favor do Meu rebanho!” (cf. Jo 21:15-17).

Podemos pedir hoje que nossa vida seja cheia de graça e de verdade.

Certeza da Salvação – 2


Porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que Ele é poderoso para guardar o que Lhe confiei até aquele dia. 2 Timóteo 1:12


Os pregadores adventistas sabem que um tema que atrai e garante boa assistência é aquele sobre os eventos finais. O que em realidade motiva essa audiência não é a curiosidade de saber se a crise financeira ou o aquecimento global influenciarão os eventos finais. A dúvida insistente é quanto à certeza da salvação.

Os eventos finais são apresentados muitas vezes como um processo seletivo, no qual em cada fase sobreviverão os mais fortes e consagrados. “O que vai acontecer quando meu nome for chamado? Estarei salvo ou perdido? Como vou fugir para as montanhas se próximo à minha cidade não há montanhas?”

Desavisadamente, alguns pregadores deixam a igreja com medo e em estado de suspense, em lugar de alimentar-lhe a confiança em Deus. “Cuidado! Não deixe pecado nenhum sem ser confessado, senão você pode ficar fora do Céu.” E o que fazem alguns no afã de manter a “ficha limpa”? Confessam uma, duas, várias vezes.

Reduzimos Deus a um exator, um juiz exigente, que no dia do juízo dirá: “Lamento, mas no dia 14 de junho de 2011, às 16h15, há o registro de um pecado que você cometeu e não confessou, então...” E se cometer um pecado e não tiver tempo de confessar, ao morrer, estarei salvo ou perdido?

Será que nosso relacionamento com Deus é tão frágil e instável como entrar e sair por uma porta giratória que dá acesso à salvação? Se peco, saio; se confesso, torno a entrar; se peco outra vez, volto a sair... Alguns, nesse caso, estariam sempre trancados à porta. Outros pensam em seu nome escrito e apagado todas as vezes que passam por esse processo.

Como reforço, vou usar a ilustração de Paulo em Romanos 7. Se igualamos o casamento à alternação entre erro e acerto, pecado e confissão, significando que cada vez que eu cometer um pecado me divorcio de Cristo, ao confessar, caso-me de novo. Como seria o relacionamento de um casal nessas circunstâncias? Como os dois iriam crescer?

Não precisamos continuar pendurados à dúvida. Deus nos aceita como somos e nos recebe. “Muitas vezes, teremos de prostrar-nos e chorar aos pés de Jesus, por causa de nossas faltas e erros; mas não nos devemos desanimar. Mesmo quando somos vencidos pelo inimigo, não somos repelidos, nem abandonados ou rejeitados por Deus. Não; Cristo está à destra de Deus, fazendo intercessão por nós” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 64).

Certeza da Salvação – 1


Vamos, então, sem medo, aproximar-nos confiante e ousadamente do trono da graça (o trono do favor imerecido de Deus em favor dos pecadores) para que possamos receber misericórdia (para nossas falhas) e achar graça para ajuda em tempo oportuno para cada necessidade (ajuda apropriada e oportuna) justamente quando a necessitamos. Hebreus 4:16, Versão Amplificada



Você pode achar que são apenas inquietações de adolescentes, mas muita gente grande também tem estas mesmas dúvidas: Será que vou conseguir ser fiel até o fim? Será que Deus vai me aceitar se eu não fizer todas as mudanças que devo fazer? É aquilo que a igreja ensina ou o que eu penso que a igreja ensina sobre salvação que me deixa intranquilo? Minha conversão foi genuína? Vou sobreviver no tempo de angústia?


Pense agora comigo: Será que Deus nos convida para nos aproximarmos do trono da graça, como diz o verso de hoje, sem nos oferecer nenhuma palavra de boas-vindas ao chegarmos lá? Será que ele nos abandonaria, deixando-nos sem saber se fomos aceitos ou não?


Muitos comparam a caminhada cristã em direção ao Céu à travessia de um equilibrista sobre um cabo de aço, cuidando para não cair nem para a direita nem para a esquerda. Que paz ou segurança pode existir no coração dessa pessoa, se sempre está preocupada em não cair?


Por que colocamos um tema como esse, tão bonito e essencial para uma vida espiritual feliz, dentro de uma moldura de incerteza, quando a Bíblia está cheia de promessas maravilhosas sobre a certeza da salvação?


“Sei em quem tenho crido” (2Tm 1:12). “Eu sei que o meu Redentor vive” (Jó 19:25). “Não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1). “Se Deus é por nós quem será contra nós” (Rm 8:31). “Aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé” (Hb 10:22).


Se eu perguntasse: “Você está seguro de sua salvação?”, quantos não tropeçariam nas respostas: “Estou me preparando”; “Estou tentando”.


Fanny Crosby escreveu mais de oito mil cânticos e hinos, durante seus 95 anos de vida. Um de seus hinos mais apreciados fala da certeza da salvação: “Que segurança! Sou de Jesus! / Eu já desfruto bênçãos da luz! / Sei que herdeiro sou de meu Deus; / Ele me leva à glória dos Céus!” (Hinário Adventista, nº 240).


“Vocês não devem deixar que coisa alguma prive o coração da paz, do descanso, da certeza de que são aceitos agora mesmo” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje, [MM 1989], p. 176).